Posts Marcados Com: política

Eleições 2012 e a Internet

Para começar o ano de 2012, resolvi adiantar um assunto que até agora deverá ser o maior Trending Topic do Brasil: as eleições municipais.

Em 2010, as eleições foram bastante discutidas na internet, mas pouco se pode mensurar  o resultado que as campanhas online trouxeram para alguns candidatos. Porém, 2010 parece ter sido um ano de experimentação apenas. Agora espera-se bem mais dos candidatos do que antes dada as experiências passadas e o volume maior de informações, ferramentas e pessoas para auxiliar nesta empreitada.

O jornalista Sérgio Lütdke acaba de lançar um blog chamado Planeje Sua Campanha carregado de dicas sobre como planejar uma campanha online. Um lugar com ricas informações para os futuros candidatos e seus assessores.

As eleições de 2012 na Internet prometem ser diferentes não só do lado dos candidatos mais do lado dos eleitores também que a cada dia percebem mais o quanto a internet lhes empodera como cidadãos. Ainda em 2010, eu ajudei a provocar o Transparência Hack Day PA, uma madrugada hacker para trabalhar em cima de dados de sites governamentais e promover transparência pública. Esse ano já começo a pensar em mais um Hack Day voltados para as eleições.

Como você acha que serão as eleições este ano na internet? Teremos mais resultados concretos? Deixe seus comentários.

Categorias: internet | Tags: , , | 1 Comentário

Artigo: Tecnologias da pobreza

Abaixo, artigo do professor da Unama, Manuel Dutra. Um relato triste e verdadeiro sobre nossa realidade educacional.

Tecnologias da pobreza e o micróbio invisível®

Manuel Dutra

Às 6h10m da manhã de um dia da semana passada, na esquina da Pedro Álvares Cabral com a Dr. Freitas, em Belém, um homem sem camisa cumpria o seu trabalho: empurrava uma carroça com quatro quartos de boi sobre o assoalho. Enveredou por um beco em direção certamente a uma feira.

O trabalhador, sua carroça primitiva e a carne mal coberta com pedaços de papelão, formavam um conjunto cuja aparência nos pode levar a sentidos mais profundos.

Primeiro: no século 21, na capital paraense, emparelham-se nas ruas veículos os mais modernos e aqueles cuja força de tração ainda é a musculatura humana. Lembra o que disse aqui em 1999 uma cientista social norte-americana: “as tecnologias da pobreza em Belém ainda são mais rudes do que aquelas que observei em Salvador”, na Bahia.

Segundo: se subsistem hábitos nada higiênicos assim tão públicos, nas ruas e feiras “populares”, será que a comida que compramos naqueles outros ambientes, refrigerados, tem origem diferente? (Pelo menos em alguns supermercados já notei ausência de rigor no processo de resfriamento e congelamento sobretudo de aves).

Terceiro: se dessa forma se transporta carne fresca, em que locais são abatidos esses animais e qual o nível de fiscalização da Saúde Pública?

A enumeração pode ir além. No entanto, o preocupante é que aquele trabalhador madrugador não é um ser singular, ele é plural, o que faz tem sentido coletivo, logo … Todos parecemos estar vivendo ainda no período pré-Pasteur, o micróbio não existe porque não o enxergamos a olho nu, mais ou menos como me disse um vendedor de frutas de uma das esquinas da cidade: “não tem problema botar a fruta na calçada, ela tem casca”.

A propósito, as filas mal atendidas nos hospitais públicos seriam mais fruto da pobreza extrema ou da extrema ignorância? Certamente de ambas, porque uma não existe sem a outra. Suponho que aquele trabalhador seja menos pobre do que ignorante. Em que escola lhe ensinaram e demonstraram que há mais de um século um outro homem, chamado Loius Pasteur, contribuiu largamente para com a saúde pública e preventiva, ao relacionar os microrganismos aos processos de fermentação e putrefação, dessa forma dando um golpe fatal nas doenças infecciosas? E que isso tudo está intimamente relacionado com os hábitos de higiene?

Entre nós a ciência ainda parece ser coisa de outro planeta, inclusive em se tratando de conhecimentos tão longamente disseminados. Lembram-se daquela feirante do Ver-o-Peso dos idos de 1992-3, tempos de ameaça de cólera em Belém, que disse na TV que “esse negócio de água fervida ou mineral é coisa de branco metido a coisa”, acrescentando que poderia beber até água de lama que a cólera não a pegaria?

Quando prefeitos, governadores e ministros falam em melhorias da educação logo acrescentam o número de novas salas de aula e terminais de computadores. E em que sala ou em que chip estarão as lições hoje tão simples de Pasteur e de tantos outros? Se estarão, como estarão na cabeça dos professores, que professores?

É senso comum, mas repitamos: sem uma revolução na educação (que não é a mesma coisa que “ensino” ou treinamento), nosso futuro é esse triste presente. O curioso é que pode ser diferente.

Categorias: Jornalismo | Tags: , , , | Deixe um comentário

Características do comportamento empreendedor

Complementando meu post anterior, publico aqui uma análise feita por Lucas Cassiano no blog Insight Estratégico.

No artigo “Comportamento Empreendedor: conhecimento, habilidade ou atitude?” o blogueiro discute os diferentes tipos de comportamento dos empreendedores de sucesso através de uma pesquisa em que pessoas classificavam o sucesso em Conhecimento, Habilidade ou Atitude.

“Observou-se que grande parte das pessoas citadas ficavam localizadas mais perto da atitude. Então, indagou-se por que a atitude parecia ser a característica mais recorrente? A resposta foi algo interessante: as pessoas de atitude geram motivos para adquirir habilidade e conhecimento, ou seja, quem está envolvido em ação tende a buscar meios para aperfeiçoar suas práticas, adquirindo habilidade e formalizando conhecimento.”

Dessa forma, ratifico a importância de uma disciplina voltada para o empreendedorismo dentro da academia. Despertar atitude nos graduandos gerará pessoas mais dispostas ao mercado e com alta capacidade crítica e política

Só a educação conseguirá transformar o quadro social quase caótico do país.

Categorias: Opinião | Tags: , , , , , , | 2 Comentários

A quem pertence um mandato político?

O instituto de pesquisa Sensus divulgou, na última segunda-feira, dia 15/10, a pesquisa nacional de opinião rodada 90. A pesquisa pode ser encontrada clicando aqui.

No texto da pesquisa sobre fidelidade partidária, foi perguntado a quem pertence o mandato: ao candidato ou ao partido político? A resposta:

MANDATO DO CANDIDATO

Pertence

OUT 07

%

Candidato

48,7

Partido Político

38,3

NS/NR

13,1

Total

100,0

No entanto, acredito que a pesquisa foi mal formulada. O mandato não pertence nem ao candidato nem ao partido e sim ao povo que ele representa. Partidos não são donos do governo, muito menos os candidatos. Eles servem ao povo e devem atender os interesses desse povo.

É verdade que isso só acontece na teoria em muitos casos. Há ainda uma grande necessidade de investimentos em educação para que o povo brasileiro desperte essa consciência.

Categorias: Jornalismo, Opinião | Tags: , , , , , , | 1 Comentário

Pará dividido – minha opinião

Em primeiro lugar, obrigado a todos aqueles que se manifestaram contra ou a favor do tema no post anterior. Ainda que a internet pareça um campo elitista para se discutir o assunto, acredito que possamos sim contribuir para um consenso através da discussão pública em todas as mídias possíveis.

Agora, quanto a meu posicionamento sobre a Divisão do Estado do Pará: SOU CONTRA.  Não somente por questões patrióticas, mas por que não acredito na viabilidade, a curto prazo, de nenhum dos projetos propostos.

Voltando a palestra da Unama,  o deputado estadual Joaquim Passarinho defendeu, durante o debate, a idéia de que a divisão territorial foi proposta sem discussão pública. Dessa forma, o deputado se posiciona contra o plebiscito, pois haveria necessidade de que o projeto territorial dos novos estados também fossem discutidos publicamente, além do desejo separatista isolado.

Quando perguntado sobre o porquê da inclusão de Tucuruí no território de Carajás (afinal, Tucurí é geograficamente Norte, e não Sul do Pará),  o deputado federal, autor do projeto, Giovanni Queiroz afirmou que tal decisão atendia “os desejos do povo”. Eu me pergunto onde estão as pesquisas de opinião que revelam esses desejos? Onde estão os registros dos debates públicos em que o povo defende a idéia?

Durante as últimas semanas, perguntei a vários amigos e transeuntes sobre o que achavam da divisão. Aqueles que se colocaram contrários afirmam que “o Pará vai sair perdendo”. Perdendo onde? Será que o território do nordeste paraense não possui nada de produtivo em Produtos Naturais, Serviços ou Mão-de-Obra?

Acredito que o plebiscito, portanto, se tornaria inviável na atual conjuntura do Estado. Não há estudos suficientes que demonstrem as viabilidades da implantação de novas unidades federativas; não há participação pública nos projetos até então apresentados; e não há sequer uma boa educação e consciência a respeito do processo de fragmentação do Estado do Pará ao longo de todos os seus municípios.

Categorias: Opinião | Tags: , , , , | 31 Comentários

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: