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Blogueiro é preso por comentar em blog

O policial blogueiro Major Roberto Cavalcante Vianna foi o primeiro brasileiro a ser preso no país por comentar em um blog. Onde isso vai parar?

Um dos comentários acerca do ocorrido informa que “Sua transgressão grave foi assinar um comentário se solidarizando com o Major Wanderby, denunciado por indisciplina na Auditoria Militar da PM. Punição de prisão! 12 dias preso por comentar em um blog!”

O Major foi preso no último dia 7 de outubro. No entanto já está em liberdade graças a um habeas corpus. O comentário da discórdia pode ser visto no blog do Wanderby.

Onde está a constituição de 1988? Finalizo lembrando apenas dois incisos do Art.5 da Constituição Cidadã:

  • IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
  • IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
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Artigo: Tecnologias da pobreza

Abaixo, artigo do professor da Unama, Manuel Dutra. Um relato triste e verdadeiro sobre nossa realidade educacional.

Tecnologias da pobreza e o micróbio invisível®

Manuel Dutra

Às 6h10m da manhã de um dia da semana passada, na esquina da Pedro Álvares Cabral com a Dr. Freitas, em Belém, um homem sem camisa cumpria o seu trabalho: empurrava uma carroça com quatro quartos de boi sobre o assoalho. Enveredou por um beco em direção certamente a uma feira.

O trabalhador, sua carroça primitiva e a carne mal coberta com pedaços de papelão, formavam um conjunto cuja aparência nos pode levar a sentidos mais profundos.

Primeiro: no século 21, na capital paraense, emparelham-se nas ruas veículos os mais modernos e aqueles cuja força de tração ainda é a musculatura humana. Lembra o que disse aqui em 1999 uma cientista social norte-americana: “as tecnologias da pobreza em Belém ainda são mais rudes do que aquelas que observei em Salvador”, na Bahia.

Segundo: se subsistem hábitos nada higiênicos assim tão públicos, nas ruas e feiras “populares”, será que a comida que compramos naqueles outros ambientes, refrigerados, tem origem diferente? (Pelo menos em alguns supermercados já notei ausência de rigor no processo de resfriamento e congelamento sobretudo de aves).

Terceiro: se dessa forma se transporta carne fresca, em que locais são abatidos esses animais e qual o nível de fiscalização da Saúde Pública?

A enumeração pode ir além. No entanto, o preocupante é que aquele trabalhador madrugador não é um ser singular, ele é plural, o que faz tem sentido coletivo, logo … Todos parecemos estar vivendo ainda no período pré-Pasteur, o micróbio não existe porque não o enxergamos a olho nu, mais ou menos como me disse um vendedor de frutas de uma das esquinas da cidade: “não tem problema botar a fruta na calçada, ela tem casca”.

A propósito, as filas mal atendidas nos hospitais públicos seriam mais fruto da pobreza extrema ou da extrema ignorância? Certamente de ambas, porque uma não existe sem a outra. Suponho que aquele trabalhador seja menos pobre do que ignorante. Em que escola lhe ensinaram e demonstraram que há mais de um século um outro homem, chamado Loius Pasteur, contribuiu largamente para com a saúde pública e preventiva, ao relacionar os microrganismos aos processos de fermentação e putrefação, dessa forma dando um golpe fatal nas doenças infecciosas? E que isso tudo está intimamente relacionado com os hábitos de higiene?

Entre nós a ciência ainda parece ser coisa de outro planeta, inclusive em se tratando de conhecimentos tão longamente disseminados. Lembram-se daquela feirante do Ver-o-Peso dos idos de 1992-3, tempos de ameaça de cólera em Belém, que disse na TV que “esse negócio de água fervida ou mineral é coisa de branco metido a coisa”, acrescentando que poderia beber até água de lama que a cólera não a pegaria?

Quando prefeitos, governadores e ministros falam em melhorias da educação logo acrescentam o número de novas salas de aula e terminais de computadores. E em que sala ou em que chip estarão as lições hoje tão simples de Pasteur e de tantos outros? Se estarão, como estarão na cabeça dos professores, que professores?

É senso comum, mas repitamos: sem uma revolução na educação (que não é a mesma coisa que “ensino” ou treinamento), nosso futuro é esse triste presente. O curioso é que pode ser diferente.

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Ainda há Censura no Brasil?

Essa vem do Observatório da Imprensa. Meus vivas a Carlos Castilho pelo texto:

“A censura é legalmente proibida no Brasil. Mas existe: há uma série de jornalistas que não podem publicar sequer o nome de uma série de pessoas. A vítima mais recente da censura, agora, é o jornalista Vitor Vieira, gente fina, competente, que edita o site VideVersus. Vitor Vieira não pode, por ordem judicial, citar o nome do deputado estadual Alceu Moreira, do PMDB, candidato à presidência da Assembléia gaúcha. Vitor Vieira também está proibido de dar entrevistas, sob pena de pesadas multas.

Uma pergunta que deve mobilizar os jornalistas, antes que a situação piore: qual a diferença entre a censura determinada por um juiz e a censura determinada por um general, ou coronel? Censura é censura e não pode ser aceita – ponto.”

Carlos Castilho e Vitor Vieira, me coloco também ao seu lado na luta contra a Censura. Há ainda mais um ponto em suas indagações ainda mais complicado de lidar: a Autocensura.

Em um bate-papo com o jornalista Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal há alnguns meses, ele afirmou que a pior censura para um jornalista é a Autocensura. Afinal, somos livres para escrever e nos expressar.

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A Internet e os Direitos Autorais

A Internet, e suas novas possibilidades de participação colaborativa por qualquer cidadão que a ela tenha acesso, possibilitou uma mudança de paradigmas e de pensamentos na sociedade moderna. Uma dessas mudanças diz respeito à Propriedade Intelectual.

É no cenário informatizado e interligado da rede mundial de computadores que surge o projeto Creative Commons. O projeto foi idealizado por Lawrence Lessig e hoje possui representações no mundo todo.

O Creative Commons pretende organizar o conflito entre as leis de Direitos do Autor atuais e o amplo acesso ao conteúdo artístico através da Internet. A proposta é eliminar os intermediários nas negociações dos direitos deixando que os autores decidam o destino e valor de suas obras. Ronaldo Lemos, coordenador do projeto Creative Commons no Brasil, dá mais detalhes em entrevista para o site Consultor Jurídico.

Walter Benjamin já apontava para uma certa crise das artes em “A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica”. Será que a proposta de Lessig irá pegar?

Eu aposto na idéia. Tanto que o conteúdo postado neste blog é, em sua maioria, licenciado sob Creative Commons. No entanto, para alcançarmos um nível de discussão maior, é necessário levar ações do tipo para outras esferas, como por exemplo, a publicação de TCCs e teses acadêmicas de forma livre para uso da comunidade.

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Dificuldades no Curso de Jornalismo

O curso de jornalismo apresenta ainda graves dificuldades na formação de profissionais para o mercado de trabalho. Hoje, estou no 5º semestre de jornalismo e verifico muitas falhas.

Não estou sozinho nas idéias. O site Observatório da Imprensa também publica artigos que apontam nessa direção. O que mais me chamou atenção, recentemente, foi o artigo Empreender, o Drama da Profissão, de Márcio Fernandes. No artigo, podemos verificar uma série de problemas:

  • Ensino voltado a formação de empregados; Ausência da disciplina Empreendedorismo – Muitos alunos de faculdades de jornalismo sonham em abrir sua própria agência de comunicação ou ter seu próprio negócio. No entanto, a ausência da disciplina “Empreendedorismo” na grade curricular não estimula nem orienta o formando para tal;
  • Formação de profissionais para as Redações – Durante o curso, os alunos aprendem muito sobre o cotidiano das redações de rádio, TV e impresso. Acontece que o mercado aponta para um crescimento das Assessorias de Imprensa, que irão empregar a maioria dos graduandos. A disciplina “Assessoria de Imprensa”, aliás, só é lecionada no último semestre do curso.
  • Inadequação às novas tecnologias – O curso de jornalismo ainda entende a atividade como produção de noticias e publicação. O curso não está atento às modificações que o mercado vêm sofrendo com a introdução de novas tecnologias como os Blogs. Acredito que a produção jornalística em blogs deveria ser incentivada pela academia.

Muito disso se deve ao caráter pouco dinâmico da academia quanto a evolução do sistema educativo. O método científico no qual se baseia o ensino das universidades é lento. Isso faz com que a universidade acabe por não ficar antenada com o mercado de trabalho.

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