O Augusto Campos publicou um pequeno trecho introdutório do livro “Discurso do Método”, de René Descartes, associando-o com a atividade blogueira:
“Assim, não é meu propósito ensinar aqui o método que cada indivíduo deveria seguir para bem conduzir a sua razão, mas apenas mostrar de que maneira procurei guiar a minha. Os que se propõem a oferecer preceitos devem julgar-se mais capazes dos que os recebem; e, se falham na mínima coisa, tornam-se por isso censuráveis. Mas, propondo-se este escrito a ser apenas uma história ou, se preferirdes, uma fábula, na qual, entre alguns exemplos que possam ser imitados, talvez se encontrem outros que será acertado não seguir, espero que seja ele útil a alguém, sem ser nocivo a ninguém, e que todos me serão gratos pela minha franqueza.”
O preceito de Descartés poderia inclusive ser estendido a qualquer atividade tida como jornalística. Pois ele busca cumprir com o conceito de jornalismo elaborado por Kovach e Rosenstiel, o de “fornecer aos cidadãos as informações que estes precisam para serem livres e se autogovernar.”






Oi Luciano!
A simples ação de escrever e se expor, e se colar diante dosjulgamentos já é um ato de coragem. Descartés, eu e você assuminos esse risco como um compromisso, para com nós mesmos e para com os leitores-receptores-contribuidores de toda nossa falácia literária. Ser livre é utopia, mas deliberar sobre a liberdade e ter autonomia pra isso é bem possível.
Abraços!